As indústrias têm à sua frente um novo ciclo para os próximos anos, com a promessa de grandes investimentos e muito trabalho para os profissionais de Automação e TI. Trata-se da integração, efetiva, entre os sistemas de gestão e o chão de fábrica, cujas conseqüências permitem falar em um novo paradigma de produção para a indústria de manufatura. Na realidade, o movimento já começou, com exemplos pioneiros.
Há boas razões para estas iniciativas. A junção destes dois mundos permite o redesenho de processos produtivos e atendimento de demandas do PCP, logística, produção, qualidade, engenharia de produto, manutenção e gestão financeira.
Imagine-se, por exemplo, uma indústria de autopeças onde o ERP envia o roteiro de produção para a planta, e o processo de fabricação, acionado pelo operador, ocorre de forma automática. Todos os dados da operação, como o consumo real de matéria-prima, chegam também de forma automática às mãos dos gestores da empresa. Ou, ainda, o planejamento e controle de produção consegue saber, on line, o momento em que o produto é liberado para expedição, sem tempos mortos.
Ainda existem restrições para essa “fábrica do futuro” e uma delas é que a informática de gestão administrativa e a automação industrial falam línguas diferentes. Para que a empreitada tenha sucesso, é necessário, em primeiro lugar, o conhecimento sobre os dois setores, o desenvolvimento de soluções, e criação de grupos multidisciplinares, envolvendo pessoal de tecnologia da informação, de automação, e de outros campos, como engenharia de processos.
O conjunto de atividades relacionadas ao processo de integração ganhou a sigla MES (Manufacturing Execution System) que representa uma “camada” de hardware, software e serviços, intermediária, entre os equipamentos da fábrica e os sistemas de gestão.
A abrangência deste complexo processo de integração deve ser visto a partir do caráter estratégico que apresenta para a companhia, e não com base na escolha de plataformas, avaliadas pela adequação aos sistemas legados ou por seu custo. Portanto representa a análise de diversos caminhos e respectivos riscos sobre um ponto de vista multidisciplinar. Para solucionar esta demanda, a SPI desenvolveu um Road Map composto de três passos principais: Plano Diretor de Automação, Projeto Básico e Implantação do Sistema.
A vantagem evidente do Plano Diretor de Automação Industrial é que ele permite uma análise do processo produtivo como um todo, em profundidade, sob várias dimensões. Além disso, quando coordenado de forma corporativa, pode se apoiar nos levantamentos e definições existentes no Plano Diretor de TI. O Projeto Básico, por sua vez, oferece detalhamento funcional e técnico da solução, com abrangência suficiente para municiar o usuário sobre como a plana será operada após a implantação do MES, e também como será mantida. Deste processo participam a empresa e especialistas da SPI nas melhores práticas de fabricação (Lean, 6 Sigmas, TOC), em ERP, MES e Automação Industrial. A adoção do Road Map é a estratégia mais adequada para definir a melhor arquitetura de sistemas para os nossos clientes e um novo paradigma em termos de processo de produção.
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